sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Biblioteconomia Alternativa

Relutei muito antes de abordar esse assunto, mas acho que está na hora. Felizmente, um colega se pronunciou, e muito bem diga-se de passagem, sobre a dita "Biblioteconomia Alternativa", a qual se muito se fala na UFRGS. Segue o texto de Fernando P.: "Sem truques baixos: as velhas de coque e dedo em riste estão ou para se aposentar ou com um pé na cova, chega de reclamar. O que elas fazem e o que aprendemos a fazer se chama Biblioteconomia. Mas é a mesma Biblioteconomia? É claro que é. Não há dúvidas de que se trata da mesma coisa. A diferença, então, entre a Biblioteconomia que aprendemos e a que queremos praticar — a que sonhamos que vamos praticar — é a atitude. A Biblioteconomia, agora, deve ser encarada como uma atitude, e não como uma profissão. Eu quero ser bibliotecário por um único motivo simples: informação, eu quero informação! (E de quebra eu quero oferecer informação a quem precisa dela). Eu quero encontrar tudo o que eu empilhei no meu quarto; eu quero descobrir o que é relevante dentro do Twitter; eu quero ser capaz de aproximar áreas completamente diferentes para obter algo novo, para poder perceber algo novo. Eu quero ter o conhecimento do mundo inteiro na minha frente caso, um dia, eu venha a saber como utilizá-lo. E eu quero fazer tudo isso sem que o usuário me peça que eu faça. Porém não tente pensar que esta é uma atitude revolucionária ou selvagem: isto é Biblioteconomia e você sabe disso tanto quanto eu. A ruptura, contudo, consiste em termos esta percepção e não nos tornarmos os bibliotecários de quem reclamamos. Talvez seja esta a parte revolucionária ou selvagem: você, tanto quanto eu, temos responsabilidade sobre o que viremos a ser. A Biblioteconomia é uma atitude porque ela me obriga a mudar. Ela me obriga a sentir necessidade de mudança. Ela me obriga a prestar atenção em tudo ao meu redor e pensar "Como eu posso utilizar isso pra fazer as coisas que preciso?". O bibliotecário tem atitude quando não deixa de ser bibliotecário ao término do seu horário de trabalho. O bibliotecário tem atitude quando reconhece que ele próprio tem necessidade por informação, e que esta necessidade é inerente ao seu fazer e à sua natureza. O bibliotecário tem atitude quando tem responsabilidade e método para lidar com a informação e não teme descartá-lo para criar uma metodologia nova para necessidades novas. Os inimigos do bibliotecário não são mais a desordem, as traças ou a falta de recursos – se é que já o foram. Os inimigos do bibliotecário são, na verdade, a arbitrariedade e a inércia – sejam suas, do seu local de trabalho ou da sua própria metodologia. O bibliotecário é bibliotecário quando percebe que, para ser um agente de modificação social, ele deve precisar de informação mais do que qualquer pessoa e deve ter proatividade para se tornar a mudança de que ele tanto precisa" (2009). Concordo em gênero, número e grau. Parabéns Fernando, faço minhas as suas palavras.

Lucas Rodrigues

1 comentários:

MarciaKupo disse...

lindo texto, parabéns a quem escreveu :)

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