sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Guerra no Rio de Janeiro

Não poderia ficar sem comentar essa confusão que está acontecendo no Rio de Janeiro, desde domingo passado. Para quem não sabe, ou não esteve informado, os traficantes das maiores favelas do Rio de Janeiro (Cruzeiro e Complexo do Alemão) iniciaram uma porção de atos criminosos, para não dizer terroristas contra a população. Incêndio de carros, ônibus, tiroteios, colégios foram fechados, assim como lojas e agências bancárias, somados às mortes de inocentes... Tudo isso em retaliação às tentativas de pacificação das vilas. Achei importante a semi-intervenção do Governo Federal, apoiando o Governo do Estado nesta batalha com a ajuda da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Sabemos que o RJ se tornou um campo de guerra, assim como está chamando a Imprensa internacional. Contudo, acho louvável a atitude da invasão por parte da polícia e do Exército. Mais louvável ainda é o apoio dos cidadãos. Infelizmente, há inocentes mortos, mas a situação não poderia permanecer como estava. O Poder Público deve retomar essas áreas para que assim possa efetivamente agir para a melhora das pessoas que lá vivem. Independentemente do clima de caos que se instalou, sei que esse estágio é importante para a restauração da ordem. Acima tudo, acredito na política e nas autoridades; e que eles possam acabar com parte dessa bandidagem empoleirada nos morros cariocas.

Lucas Rodrigues

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte I

Acho que chega de postagens acadêmicas... (Risos) Hoje venho falar, e recomendar, o último filme do Harry Potter. O sétimo filme da série, que mostra a primeira parte do último livro, introduz o começo do fim da saga. Harry Potter e as Relíquias da Morte, parte 1 é excelente! A história é envolvente e há até drama em certas partes. A cena do Dobby (o elfo doméstico) é ótima! Contamos também com duelos de varinhas e invasão do Ministério da Magia, que são dignas de filmes de ação. Quem é fã, não pode perder. De fato este é melhor que o anterior e nos deixa com um ar de “quero mais” após as duas horas e meia de filme. Fui assistir com o Platão, o Rafael e com o Charles... Companhia melhor, impossível! É isso, venho recomendar... Ofilme que, com certeza, é um dos marcos da nossa época. Segue o link do trailer: http://www.youtube.com/watch?v=3FnRkJDtFcA. Assistam, depois me contem o que acharam...

Lucas Rodrigues

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Museus Virtuais: uma ferramenta de divulgação

Hoje falaremos sobre museus virtuais e a sua importância. Mas antes de tudo é necessário entender o que é um museu eletrônico (ou virtual), que nas palavras de Andrews e Schweibenz (1998) está muito bem colocado:

uma coleção logicamente relacionada de objetos digitais compostos de variados suportes que, em função de sua capacidade de proporcionar conectividade e vários pontos de acesso, possibilita-lhe transcender métodos tradicionais de comunicar e interagir com visitantes [...] não há lugar ou espaço físico, seus objetos e as informações relacionadas podem ser disseminados em todo o mundo.

A meu ver essa ferramenta de divulgação, vem ao encontro da comodidade e gratuidade do advento da WEB; sem contar que é um grande avanço cultural e da globalização, uma vez que acaba com as fronteiras para a difusão de conhecimento. De fato, é muito mais interessante visitarmos o museu em sua forma física. Entretanto, se não é possível, por que não visitá-lo virtualmente? A questão que vem a tona é a “a riqueza de possibilidades oferecida por este novo meio de comunicação [que] trata-se de democratizar de forma radical o acesso às exposições, permitir um contato interativo com os objetos expostos e criar redes de discussão, que poderão dar continuidade à experiência de visitação ao museu.” (LEITE, 2002, p. 85). É um grande avanço, partindo pré-suposto que muitos possuem tours virtuais excelentes. Dentre alguns sites de museus que visitei o que achei mais interessante, completo e dinâmico foi o do Museu de Artes El Pais (MUVA), no Uruguai: http://muva.elpais.com.uy/flash/muva.htm?&lang=sp. Contudo, nem todos tem bons tours virtuais. O MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), por exemplo, deixou a desejar e alguns que visitei não possuíam essa opção virtual ou não a explicitavam no site. Reforço que acho de vital importância para a sociedade esse tipo de iniciativa, que torna mais convidativo o ambiente do museu e proporciona um universo de conhecimento, mesmo estando a quilômetros de distância do espaço físico da unidade de informação.

Lucas Rodrigues

ANDREWS, J., SCHWEIBENZ, W.. The Kress study collection virtual museum project, a new medium for old masters. Art Documentation, v. 17, n. 1, Spring Issue 1998, p. 19-27.

LEITE, Miriam. Museu virtual: O diálogo possível na distância. In: ENCONTRO SOBRE PESQUISA EM EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM MUSEUS (EPECODIM), 1., 2001, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: Museu da Vida/FINEP/Museu de Astronomia, 2002. p. 81-86.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jornais Eletrônicos e sua importância

Assim como a área da informação tem sofrido uma considerável expansão, a área afim, a comunicação também tem expandido. Isso não somente no que diz respeito à tecnologia e suas inovações, mas também nas mudanças de paradigma subsequentes. Uma delas é a implantação e consagração do Jornalismo on-line que revolucionou a maneira de divulgação de notícias. Contudo, assim como na área livreira, onde se pensava que com o surgimento dos livros eletrônicos, os livros impressos seriam extintos; na área jornalística foi a mesma coisa. Quando ocorreu a difusão em larga escala de jornalismo eletrônico, em meados de 1995, pensava que o jornal impresso sumiria. Acredito que nunca iremos abolir os impressos, pois são muito mais duráveis e cômodos com relação à leitura; entretanto, só acredito na extinção dos mesmos somente num caso extremo de preservação ambiental. Por falar nesta questão ecológica, é bom lembrar que esse é um dos principais motivos do Jornalismo on-line, pois esse é ecologicamente correto, somando-se assim a velocidade e a atualidade da informação disponibilizada. Outra grande vantagem que esse tipo de meio nos trouxe, são as oportunidades e habilidades do links, ou seja, “é a própria tecnologia hipertextual que permite os elos entre os pontos diversos” (LEÃO, 1999). Com a evolução da Internet para WEB 2.0, que consiste em ter uma rede de construção colaborativa, somada a inclusão digital, tivemos um resultado interessante no que diz respeito a acesso e incremento da informação. Devemos levar em conta que:

No mundo digital o espaço da informação não se limita às dimensões do texto tradicional. Embora tais textos possam ser lidos aleatoriamente, os olhos do leitor possam passear ao acaso, as notas de rodapé e as referências cruzadas permitam e facilitem um estilo de leitura não linear, o texto tradicional se encontra confinado às três dimensões físicas da página que o delimitam. (BONILLA, 2002)

É com esse leque infinito de possibilidades que a WEB trabalha, fazendo com que o usuário (leitor) estabeleça seus interesses e leituras. Por isso o Jornalismo On-line é forte e muitos deles já nasceram somente em meio eletrônico, fugindo do tradicionalismo impresso. Nós bibliotecários devemos estar atentos a isso. Devemos saber as potencialidades de cada um dos suportes e saber que ambos tem prós e contras a serem avaliados no momento de adquirir uma assinatura. Depende de nós perceberemos o que é melhor para nosso usuário e trabalhar para melhor atender a sua demanda de informação.

Lucas Rodrigues

BONILLA, Maria Helena S.. Escola Aprendente: desafios e possibilidades postos no contexto da sociedade do conhecimento. 2002. Tese (Doutorado) – Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação, Salvador, 2002.

LEÃO, Lucia. O Labirinto da Hipermídia: arquitetura e navegação no ciberespaço. São Paulo, Iluminuras, 1999.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Filtro Bibliotecário

É incontestável, assim como vimos nas postagens anteriores, que a velocidade, a praticidade e o acesso à Internet estão causando grandes mudanças no nosso campo de trabalho. Afinal de contas, os bibliotecários estão em constante relação com a informação e o serviço de referência. Entretanto, esses avanços tem causado mais transtornos ou facilidades? Eu acredito que as facilidades são mais numerosas, mas não ignoro as dificuldades encontradas, principalmente, para o serviço de referência. Muita informação disponível na Web não é confiável, não é correta e “não existem avaliações prévias do que é disponibilizado. O acúmulo de informações sem relevância aponta para a necessidade de filtros que permitam a recuperação de informações de qualidade e com maior revocação” (TOMAÉL, et al., 2000?). Justamente é aí que entra a nossa atuação! Os bibliotecários não só são ótimos “filtros”, como devem exercer essa função, uma vez que estudamos para isso. Acabamos por localizar, avaliar e sintetizar a informação, o que acarreta na economia de tempo, capital e recursos. A principal fase nesse momento de seleção de informação da Web (principalmente em blogs) é a avaliação da credibilidade e pertinência. Como podemos fazer isso? É simples. Devemos analisar os erros de desenvolvimento das páginas e como a fonte se apresenta; perceber se existe cabeçalho com identificação da entidade ou pessoa responsável; se existem erros de escrita; se propõe uma estrutura que estimule a “troca”, a interatividade; se os links postados funcionam; se a pessoa ou entidade responsável tem credenciais para fazê-lo com propriedade e etc. Por fim, não podemos ignorar essas informações on-line, mas seria irresponsabilidade nossa tomar todas elas como verdadeiras ou fundamentadas. Precisamos, acima de tudo, ter critérios fortes e não ser levianos ao recomendar um blog ou um site.

TOMAÉL, Maria Inês; et al. Avaliação de Fontes de Informação na Internet: créditos e qualidade. Londrina : UEL, 2000?.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Youtube e Educação

É fato, o vídeo é um grande facilitador do aprendizado, uma vez que ele é atrativo e, de acordo com Moran (1995), o vídeo em sala de aula, na cabeça, dos alunos, é como lazer e não aula propriamente dita. O que impressiona é a forma como isso atrai o aluno para os assuntos didáticos abordados pelo o professor. Existem inúmeras vantagens no uso desse recuso midiático, uma delas é o fato que se requer pouco envolvimento e esforço por parte do receptor segundo Moran (1995). Entretanto isso não fará com que o professor se exima do processo de educativo, muito pelo contrário, pois ele deverá intervir e mediar as reações e às dúvidas dos alunos. Devemos nos dar conta que o vídeo não irá resolver todas as questões de aula, mas que pode ser um forte aliado na questão educativa. Devemos saber que o uso desse recurso “facilita a aproximação entre a realidade escolar e os interesses dos alunos” (DALLACOSTA; SOUZA; TAROUCO; FRANCO, SD). Já que estamos abordando os vídeos, fica quase imprescindível falarmos em YouTube. Este que foi criado, segundo Fortes (2006), por ex-funcionários do Steve Chen e Chad Hurley, em fevereiro de 2005. Seu objetivo era despretensioso, pois o YouTube serviria para postar vídeos de viagens, mas como sabemos ele acabou tomando proporções mundiais. Além do lazer, o YouTube tem sido usado para armazenar vídeos de natureza educacional, como vinha comentando. O YouTube EDU (http://www.youtube.com/education) é a seção direcionada a essa área. As vantagens de postar vídeos no site é que os alunos podem acessar de onde estiverem, desde que tenham acesso a WEB. Ao contrário do que acontecia antes com os vídeos, pois era necessário estar em uma biblioteca ou videoteca para ter acesso a eles. Atualmente, o aluno também pode comentar e tirar dúvidas no YouTube, favorecendo assim a interatividade, a interação e o desenvolvimento. Logo, conclui-se que os vídeos são importantes recursos de apoio à aprendizagem.

Lucas Rodrigues

DALLACOSTA, Adriana; SOUZA, Daniela Debastiani de; TAROUCO, Liane Margarida Rockenbach; FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. O Vídeo Digital e a Educação. UFRGS, SD.

FORTES, Débora. YouTube. Info, São Paulo, Ano 21, n.245 , p.33-35, ago. 2006.

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, jan./abr. de 1995. Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2010.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bancos de Imagens e Considerações

Como já foi discutido na postagem anterior: as fotografias estão cada vez mais presentes e utilizadas no cenário de consumo e reprodução da informação. Lógico que essa expansão necessita de suporte, ou do contrário a mesma não seria possível, pois "a utilização destes avanços tecnológicos, representados pelo uso de computadores [...] em redes, com transmissão de dados em alta velocidade, sistemas gerenciadores de banco de dados, armazenamento digital, etc., possibilitaram o acesso instantâneo à informação e a documentação" (BARBIERI; INNARELLI; MARTINS, 2002). Estamos falando de Bancos de Imagens, estes que armazenam e disponibilizam os produtos com fins lucrativos ou não. É claro que, se vamos falar de bases, recairemos no assunto da postagem anterior, afinal de contas, essas imagens precisam ser recuperadas, e para isso é necessária uma boa indexação e descrição. Neste instante é que a participação do bibliotecário se acentua. Entretanto, temos que nos certificar e observar a questão da Lei no que diz respeito ao Direito Autoral sobre essas imagens. Afinal de contas, elas são obras e assim como livros, artigos, teses e etc., merecem autoria reconhecida. Porém, não é o que se vê ocorrer na Internet, onde as imagens circulam quase sem controle, ou pagamento por uso. Além de Biblioteconomia, eu curso Publicidade e Propaganda, e por isso sei que essa é umas áreas que muito utiliza esses recursos; para nós é interessante usar esses Bancos de Imagem em função da recuperação correta e por saber quem foi o fotografo, ou a qual empresa possui os diretos sobre a imagem. Não somente áreas como a comunicação, mas áreas médicas estão utilizando cada vez mais essa ferramenta a fim de mostrar com mais clareza os objetos do seu trabalho, facilitando assim a análise. É fato, essas bases facilitam a vida de quem trabalha com isso, e admito que seja usuário de algumas delas.

Lucas Rodrigues

BARBIERI, Cristina Correia Dias; INNARELLI, Humberto Celeste; MARTINS, Neire do Rossio. Gerenciamento Eletrônico de Documentos : criação de um banco de informações e imagens no Arquivo Permanente da UNICAMP. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002. Textos... São Paulo : Imprensa Oficial, 2002. p 53-66.

sábado, 6 de novembro de 2010

Bibliotecário ao Resgate

Tive que interromper a série de postagens acadêmicas que estou fazendo para contar a vocês algo que me aconteceu ontem. Todo mundo sabe que acidentes ou sinistros ocorrem seguidamente, mas no dia de ontem foi a minha vez de presenciar um deles. Estava retornando do trabalho, e havia embarcado no ônibus não fazia cinco minutos. Uma senhora de meia idade, uns 55 anos, acompanhada do filho e duas irmãs (acredito) teve um mal-estar. Estava sentada quando perdeu a consciência. O filho tentou acordá-la, mas foi em vão. Nesse instante, a personagem mais esquisita da história entrou em cena. Uma moça exageradamente magra, loira, vestida de suplex rosa (no bom estilo Brasil Sul, Rala Bela e por aí vai) começou a gritar para o cobrador e o motorista. Pedia que parassem o ônibus, pois que a mulher estava mal. Logo ela disse que era técnica em enfermagem e assumiu a situação. Várias pessoas se aproximaram da mulher e a técnica a plenos pulmões gritando e pedindo coisas às pessoas, deixando todos nervosos: “Alguém me de uma bolsa!” A técnica assim falou quando deitou a senhora no corredor. Estranhei. Ela colocou a bolsa embaixo da cabeça da mulher, como se fosse um travesseiro. A senhora desmaiada era muito gorda e deitada ocupava todo o corredor. Logo, a técnica ficou com as pernas apertas, praticamente à cavalo na mulher. Foi quando ela disse que iria ver os sinais vitais. Para minha surpresa, a técnica colocou a mão na barriga da mulher. Desde quando se vê sinais vitais dessa forma? Percebi que, ou aquela mulher era uma charlatã ou estava se formando em técnico em enfermagem no açougue da esquina. Os procedimentos estavam errados. Perguntei se podia ajudar e tomei a frente. Pedi para alguém chamar uma ambulância e para todos terem calma e se afastarem da mulher. Tirei a bendita bolsa/travesseiro e segui os procedimentos de primeiros socorros (agradeço ao treinamento no Corpo de Bombeiros que tivemos em 2009). Verifiquei os sinais, estavam fracos. Chamei pelo nome da senhora, Lueci... Ela não respondeu. Aguardamos, aguardamos... Dez minutos e nada da ambulância. Adivinhem o que aconteceu? Os sinais cessaram e a mulher teve uma parada, cardíaca acredito. Aí pensei: “Meu Deus e agora?” Ou eu fazia algo que nunca tinha feito (morrendo de medo) ou deixava Dona Lueci simplesmente perecer na frente da família dela. Pedi a ajuda do filho, abri a camisa da senhora, coloquei as mãos sobre o peito, levemente à esquerda. Três empurrões e o filho soprou com força o ar, tapando o nariz da mãe. Seis empurrões e nada. Nove, doze, quinze e nada... Fiquei extremamente tenso, é uma situação horrível! Foi quando a massagem fez efeito e o batimento voltou, fraco ainda. Sentimo-nos aliviados. Cerca de dez minutos depois chegaram os médicos. Injetaram coisas, fizeram ela cheirar outras coisas, ela despertou. Puseram ela na maca e a levaram junto com o filho. Fui me sentar, me acalmando ainda. O ônibus voltou a andar e em minutos estava na hora de descer. Nesse instante uma familiar pegou a minha mão e agradeceu. Só sorri e disse que a Dona Lueci ficaria boa novamente e que eu só queria ajudar. Foi quando aquela, que devia ser irmã, puxou palmas e as pessoas que ainda estavam me aplaudiriam quando desci. Acho que nunca fiquei tão encabulado como naquela hora. Mas digo que me sinto feliz em poder ter salvado a vida de alguém nesse dia.

Lucas Rodrigues

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bibliotecário e a Fotografia

De fato a fotografia é muito importante tanto para a questão lazer ou de pesquisa. Porque, afinal de contas, esse é um instrumento muito interessante para a disseminação de informação, uma vez que “uma imagem vale mais que mil palavras” como o dito popular. Entretanto esse tipo de informação é um desafio para nós bibliotecários, uma vez que é muito mais subjetiva a análise de uma fotografia, quando de um livro, por exemplo. Para isso “é necessário [que] profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação e disseminação junto aos usuários” (SILVA, [200-]); evidentemente a mediação pode se dá de forma mais complicada, entretanto, se há a indexação correta, o usuário terá o retorno adequado de informação. Sabemos que as fotografias podem ser de dois tipos: analógicas (tradicionais impressas) e as digitais (virtuais). Em minha opinião, ambas tem potencialidades e problemas, o que é fundamental para o gestor identificar. Por exemplo, as analógicas não necessariamente precisam de suporte para serem consultadas, as virtuais sempre necessitaram. A questão do armazenamento e preservação também entra em conflito com a questão digital-analógica, pois dependendo do acervo é melhor optar por uma ou outra, ou as duas manifestações da obra. Desde modo, nunca devemos esquecer de que a fotografia é importante, em especial para pesquisadores e que é nosso trabalho fundamental proporcionar o acesso rápido e preciso a esses itens.

Lucas Rodrigues

SILVA, Rosi Cristina da. O Profissional da Informação como Mediador entre o Documento e o Usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [Recife], [200-].

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vídeo: Ferramenta de Aprendizagem

Quem nunca preferiu ver um vídeo, por exemplo, um tutorial ou invés de ler um longo e monótono manual? Justamente, é isso que acredito que o vídeo tem a acrescentar no que diz respeito à aprendizagem. Muito falamos com respeito à imagem nas postagens anteriores, e que elas falam por mil palavras... Vídeos nada mais são que imagens em movimento e por consequência são ferramentas interessantes para o uso didático e as facilidades que convém ao Ensino à Distância (EaD). Claro que devemos saber utilizar esses recursos uma vez que o mesmo requer muito pouco envolvimento ou esforço do receptor, que age de forma muito passiva (MORGAN, 1995). Atualmente, com as facilidades da Internet, os repositórios de vídeos como o You Tube fazem com que qualquer pessoa possa obter informações desde como fazer origami ou cortar o próprio cabelo... Isso é fantástico! Com certeza os professores e mestres não podem “deixar de lado uma ferramenta como essa. O professor deve conhecer o potencial fazer de uso das mídias na sua sala de aula [...] deve saber manipular as mídias ao seu favor, e a favor do aprendizado de seus alunos” (CAETANO; FALKENBACH, 200?). É nesse mesmo sentido que devemos direcionar os nossos usuários. Não apenas lhes indicar livros, artigos e etc., mas também (se for pertinente) indicar filmes ou vídeos que possam sanar as lacunas no conhecimento que possivelmente possam ter.

Lucas Rodrigues

CAETANO, Saulo Vicente Nunes; FALKEMBACH, Gilse A. Morgental. You Tube: uma opção para uso do vídeo na EAD. Documento eletrônico. 2009.

MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, jan./abr. de 1995. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm . Acesso em: 03 out. 2010.