sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bibliotecário e a Fotografia

De fato a fotografia é muito importante tanto para a questão lazer ou de pesquisa. Porque, afinal de contas, esse é um instrumento muito interessante para a disseminação de informação, uma vez que “uma imagem vale mais que mil palavras” como o dito popular. Entretanto esse tipo de informação é um desafio para nós bibliotecários, uma vez que é muito mais subjetiva a análise de uma fotografia, quando de um livro, por exemplo. Para isso “é necessário [que] profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da informação e disseminação junto aos usuários” (SILVA, [200-]); evidentemente a mediação pode se dá de forma mais complicada, entretanto, se há a indexação correta, o usuário terá o retorno adequado de informação. Sabemos que as fotografias podem ser de dois tipos: analógicas (tradicionais impressas) e as digitais (virtuais). Em minha opinião, ambas tem potencialidades e problemas, o que é fundamental para o gestor identificar. Por exemplo, as analógicas não necessariamente precisam de suporte para serem consultadas, as virtuais sempre necessitaram. A questão do armazenamento e preservação também entra em conflito com a questão digital-analógica, pois dependendo do acervo é melhor optar por uma ou outra, ou as duas manifestações da obra. Desde modo, nunca devemos esquecer de que a fotografia é importante, em especial para pesquisadores e que é nosso trabalho fundamental proporcionar o acesso rápido e preciso a esses itens.

Lucas Rodrigues

SILVA, Rosi Cristina da. O Profissional da Informação como Mediador entre o Documento e o Usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [Recife], [200-].

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