sexta-feira, 7 de outubro de 2011

4º Encontro - 27/9 : Palestrante: Juliana Carvalho

Esta Disciplina de Tópicos de Acessibilidade tem dado o que falar. Estou gostando bastante, apesar de ter consciência de que falta muito para chegarmos a um ideal no que tange o acesso universal e inclusão de pessoas com necessidades especiais. A palestra da semana foi com Juliana Carvalho, e ela falou sobre pessoas com deficiências motoras e acessibilidade a locais públicos. De longe foi a melhor palestra até agora. Eu já a conhecia, pois havia visto uma reportagem dela no Fantástico, a mesma que ela reprisou na noite da palestra. Bastante jovial e muito animada, mostrou que não é pelo fato de estar em cadeira de rodas que ela iria se abster do mundo. Palavrões à parte (pois ela falava muitos deles), ela contou várias de suas histórias e situações envolvendo sexualidade e intimidade entre pessoas portadoras de deficiências motoras. Falou sobre seu livro, intitulado “Na Minha Cadeira ou na Sua” e apresentou até um filme que demonstrava como fazer determinadas posições sexuais sobre rodas. Achei bastante diferente e aprendi muito sobre o assunto. Uma das coisas que eu desconhecia era que pessoas paraplégicas e tetraplégicas faziam sexo. Acredito que isso parta de um preconceito, pois como Juliana mesmo disse: “as pessoas acham que a nós não temos libido, e isto não é verdade”. Mais curioso ainda foi saber que existem pessoas com taras em paraplégicos, tetraplégicos, mutilados e etc. A maioria das pessoas acharia estranho isso, como a palestrante mesmo disse, mas como ela mesma também mencionou “ainda bem que eles existem”. Claro que ela falou sobre acessibilidade em locais públicos, especialmente em motéis, e estes se mostraram totalmente despreparados. Clique e assista o Teaser do filme que é baseado no livro dela. Acho que essa aula que tivemos nesta noite serviu não só para me esclarecer assuntos, mais também para quebrar meus tabus.

Lucas Rodrigues

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

3º Encontro - 06/9 : Palestrante: Carolina Sperb

Continuando no ciclo de palestras sobre acessibilidade e as discussões sobre a necessidade maior de incluir. Desta vez recebemos a convidada Carolina Sperb, que nos falou sobre surdos e surdez. Fiquei fascinado, pois foi a primeira vez que tive a oportunidade de ouvir uma palestra com uma surda, através de interprete. Carolina nos falou sobre a linguagem e a cognição dos surdos nos processos aprendizagem. Comentou sobre as dificuldades e sobre a falta de conhecimento e informação ao saber lidar com um surdo. Aprendemos algumas coisas sobre LIBRAS (Linguagem Brasileiras de Sinais), a qual, eu não sabia, varia um pouco até mesmo de cidade para cidade. E que assim como a língua falada tem “sotaque” e gírias propriamente regionalizadas. Outro aspecto importante da palestra foi a questão da relação do professor e do aluno surdo. Ela nos relatou que alguns professores acham que o aluno surdo é responsabilidade do tradutor ou, pasmem, que o aluno pode receber respostas do tradutor em provas e etc. Isso só reflete a falta de conhecimento sobre os assuntos relacionados os PNEEs e que só se resolvem com informação, uma área muito íntima a nós bibliotecários, não é mesmo? Temos que mudar essa situação. Não houve grandes debates, pois todos concordavam que mais informação e políticas públicas são necessárias nesta área. Assim como são imprescindíveis o respeito e a consideração pelo profissional surdo e suas habilidades. No fim, valeu a pena aprender a “aplaudir” em LIBRAS.

Lucas Rodrigues

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

2º Encontro - 30/8 : Palestrante: Márcia Amaral

Mais uma vez venho comentar umas das palestras do ciclo de atividades da Disciplina/Curso de Extensão de Acessibilidade. Esta noite a convidada foi Márcia Amaral, que nos falou sobre a necessidade de inclusão e a educação inclusiva. De modo que foram abrangidos de forma alongada, o histórico, as necessidades educacionais de diversidade e a acessibilidade em bibliotecas para pessoas especiais. Sendo franco, achei bastante relevante o assunto e pertinente às novas (velhas) demandas de acessibilidade. Contudo, a palestra foi cansativa, longa e pouco interativa. Digo isso especialmente na parte que tange o histórico da educação especial ao nível de Brasil e do mundo. Foi discutido se havia relevância ou não na necessidade de uma pessoa com necessidade especial estar numa turma “normal” de colégio. Márcia afirmou que sim, que isto era fundamental, mas algumas pessoas na platéia discordavam um tanto disso. Diziam que o PNEE (em especial, com Síndrome de Down) poderia atrasar toda uma turma em função da sua lentidão. Isso foi debatido. Levantou-se a questão de colégios para pessoas especiais, na qual foi afirmado que nada substituiria o relacionamento num colégio normal, e que isso aumentavam a segregação. O que me deixou um tanto insatisfeito foi que ao ser perguntada qual seria a solução, as respostas eram “é muito difícil”, “não existe uma solução” e etc... Isso me deixou em dúvida. Afinal, o que é melhor: a criança num colégio especializado onde não se sinta um estorvo?; a criança num colégio normal com professores despreparados de rede pública? Sinceramente, não sei a solução para esse engodo. Acho que o ideal seria termos professores mais preparados (e melhor remunerados), para que assim pudessem realmente trazer acessibilidade à educação (especialmente a de base) e diminuir o preconceito com o diferente.

Lucas Rodrigues

terça-feira, 4 de outubro de 2011

1º Encontro - 16/8 : Palestrante: Maria Cristina França

Todos sabem que estou concluindo o Curso de Biblioteconomia da UFRGS, de modo que eu não necessitaria fazer disciplinas esse semestre. Contudo, acredito que me faltavam conhecimentos na área de acessibilidade, que são oferecidos como créditos eletivos (embora eu acredite que estes deveriam ser obrigatórios). É uma satisfação uma vez que tenho o prazer em ter essas aulas com uma das minhas professoras mais queridas: Eliane Moro (UFRGS), e é claro, sua parceira inseparável: Lizandra Estabel (IFRS). Desta forma, utilizarem o Café com Bibliotecário para expor minhas ideias e opiniões, que resumem as palestras que temos com diversas autoridades na área de acessibilidade. Sendo que esta servirá como avaliação na Disciplina de “Tópicos Especiais em Acessibilidade”. A primeira palestra foi de Maria Cristina França, que abordou os PNEEs (Portadores de Necessidades Educativas Especiais), a diversidade e a sociedade. Não poderia ser diferente, de que forma iniciar esse discurso senão falando da relação dos PNEEs e a sociedade? Antes de tudo é fato que necessitamos sentir que fazemos parte de um grupo, sendo assim, Maria França reforçou essa mesma necessidade em todas as pessoas com necessidades especiais. Entretanto, demonstrou que isso é difícil para uma pessoa nessa situação sendo complicado trabalhar na inserção dessas pessoas. Há dificuldades, impedimentos físicos e psicológicos, preconceito e uma porção de coisas mais. Ficamos sabendo que apesar da Legislação estar amparando parte dessa inclusão, pouco se vê na prática. Foi ilustrado também a questão da normalidade e levantada a pergunta: O que é ser normal? Chegou-se a um conceito que não existe normalidade. E que é errado tratar essas pessoas chamando-as de “defeituosas”, e muito menos subestimá-las, ignorando os conhecimentos que possuem. De fato isso deve ter um fim! Não podemos como profissionais da informação, prováveis chefes de unidades, permitir que esse tipo de prática se instale. Devemos ser os principais promotores e mediadores de informação e acessibilidade na sociedade.

Lucas Rodrigues