quarta-feira, 5 de outubro de 2011

2º Encontro - 30/8 : Palestrante: Márcia Amaral

Mais uma vez venho comentar umas das palestras do ciclo de atividades da Disciplina/Curso de Extensão de Acessibilidade. Esta noite a convidada foi Márcia Amaral, que nos falou sobre a necessidade de inclusão e a educação inclusiva. De modo que foram abrangidos de forma alongada, o histórico, as necessidades educacionais de diversidade e a acessibilidade em bibliotecas para pessoas especiais. Sendo franco, achei bastante relevante o assunto e pertinente às novas (velhas) demandas de acessibilidade. Contudo, a palestra foi cansativa, longa e pouco interativa. Digo isso especialmente na parte que tange o histórico da educação especial ao nível de Brasil e do mundo. Foi discutido se havia relevância ou não na necessidade de uma pessoa com necessidade especial estar numa turma “normal” de colégio. Márcia afirmou que sim, que isto era fundamental, mas algumas pessoas na platéia discordavam um tanto disso. Diziam que o PNEE (em especial, com Síndrome de Down) poderia atrasar toda uma turma em função da sua lentidão. Isso foi debatido. Levantou-se a questão de colégios para pessoas especiais, na qual foi afirmado que nada substituiria o relacionamento num colégio normal, e que isso aumentavam a segregação. O que me deixou um tanto insatisfeito foi que ao ser perguntada qual seria a solução, as respostas eram “é muito difícil”, “não existe uma solução” e etc... Isso me deixou em dúvida. Afinal, o que é melhor: a criança num colégio especializado onde não se sinta um estorvo?; a criança num colégio normal com professores despreparados de rede pública? Sinceramente, não sei a solução para esse engodo. Acho que o ideal seria termos professores mais preparados (e melhor remunerados), para que assim pudessem realmente trazer acessibilidade à educação (especialmente a de base) e diminuir o preconceito com o diferente.

Lucas Rodrigues

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