quinta-feira, 3 de novembro de 2011

6° Encontro - 25/10 : Palestrantes : Clarice E. e Aline D.

Para quem ainda não sabe, estou participando de um ciclo de palestras sobre acessibilidade na UFRGS e que está abordando várias das necessidades especiais, e como nós bibliotecários podemos nos posicionar perante elas. A palestra desta noite foi com Clarice Escott e Aline Disconsi, ambas do IFRS. Elas falaram sobre a inclusão da pessoa com deficiência mental, assim como a educação dos mesmos, histórico e inserção no mercado de trabalho. No que diz respeito ao ensino, várias coisas me chamaram a atenção, em especial essa frase: “Se alguém não aprendeu, é porque alguém não ensinou” o que eu concordo, mas entretanto, me veio a cabeça uma questão: Mas se não há interesse, não adianta tentar ensinar. Como se tivesse lido meus pensamentos a palestrante tocou nesse assunto. Nos contou sobre as quatro dimensões do aprendizado: organismo (nossa “máquina” que nos move); corpo, inteligência (capacidade de conhecer) e o desejo (aquilo que nos move). E o desejo é o fundamental de tudo, ou seja, é fundamental que se interesse pelo assunto. Sabemos que pessoas ditas “normais” também possuem dificuldades no aprendizado; com pessoas com necessidades especiais não é diferente. Para superarmos essas dificuldades é necessário pensarmos que o sujeito afetivo vem de um meio social e que está inserido de determinada forma na sociedade. Devemos entender essa inserção e trazer elementos que despertem a curiosidade. Nesse instante é que fica complicado, como entender o diferente de mim? Essa foi a questão levantada pela palestrante. Para começar a entender é importante saber que a escola não é um espaço só de conhecimento, é um espaço de prazer e constituição afetiva. E como isso se dá? Dá-se através de jogos, brincadeiras dizendo que aprender é bom e etc. Pessoas com deficiência mental requerem maiores cuidados, mas se formos analisar profundamente, veremos que eles tem tanta capacidade quanto alguém dito “normal” no que diz respeito a aprendizado. E em função disso podem ter problemas de aprendizado como qualquer pessoa. Basta despertar a curiosidade e fazer com que a criança construa o conhecimento... E por que não se esta construir o conhecimento numa biblioteca? Fica a dica!

Lucas Rodrigues

0 comentários:

Postar um comentário