quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cinderela

Ah, Cinderela! A maravilhosa história da princesa do sapatinho de cristal que, abençoada por uma Fada Madrinha, tem a oportunidade de ir ao baile real e conhecer o seu Príncipe Encantado e abandonar a vida de torturas e trabalhos forçados na casa da madrasta e das meias-irmãs. É um dos que eu mais gosto e confesso que me surpreendi com as diversas versões existentes. Especula-se que existem 750 ou mais versões da história, e que a primeira date do ano 800 d. C. Em alguns casos a entidade da Fada Madrinha foi substituída por uma árvore (que nasceu ao lado do túmulo da mãe da Cinderela); em outros por uma baleia (versão mais antiga ainda). Conta-se que, verdadeira história que originou esse conto, é bem bizarra. Um rei que perdera a esposa muito cedo decidirá que nunca mais iria se casar, a menos que a pessoa fosse exatamente igual à falecida e que pudesse calçar os sapatos dela perfeitamente: afinal ele era louco por pés femininos (fetichismo). Logo, aquela que mais parecia com a mãe era a Cinderela, que em francês é Cendrillon. A tara do pai pela filha (pedofilia) é tão grande que ele tenta casar com a filha à força. Assustada, ela foge do pai incestuoso para evitar o casamento. Como não tinha outra forma de escape, ela improvisa um barco com um armário antigo (estranho, mas é isso mesmo). Ela cruza o oceano e vai viver com as primas (não irmãs) e assim segue a história como conhecemos. Ainda há mais uma questão forte no decorrer do conto e esta acontece quando o príncipe leva o sapatinho de cristal para as primas/irmãs vestirem. Na ânsia de se tornar princesa, uma delas corta os dedos para poder calçar. A pobre Cinderela é alertada por pássaros que posteriormente arrancam os olhos das suas "concorrentes” ao trono, que terminam cegas e loucas. A Cinderela realmente era páreo duro. Mas no fim ela fica com o príncipe, algo meio “Maria do Bairro” (risos).

Lucas Rodrigues

1 comentários:

Thasci Caiel disse...

Cinderela, a precursora das novelas mexicanas.

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